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A conferência

De acordo com Eliane Brum (www.revistaepoca.com), escutar é talvez a capacidade mais fascinante do humano, porque nos dá a possibilidade de conexão. Logo, fechar-se à escuta é condenar-se à solidão. Muitas pessoas não escutam porque escutar é se arriscar. É se abrir para a possibilidade do espanto, escancarar-se para o mundo do outro. Para a jornalista, quem só tem certezas não dialoga. Não precisa. Conversas são para quem duvida de suas certezas, para quem realmente está aberto para ouvir – e não para fingir que ouve. Diálogos honestos têm mais pontos de interrogação que pontos finais. Escutar de verdade é se entregar, reinventar-se constantemente.

Há três anos consecutivos vimos realizando conferências com o intuito de estabelecer um ambiente de escuta coletiva que possibilite aos presentes inclinar os ouvidos e ouvir, uns dos outros, o que o Espírito está falando hoje à Sua igreja (Is 55.3, Ap 2.7) neste país.

Propositalmente temos nos esquivado de seguir o que a mídia cristã tem repercutido. Desejamos oferecer ar fresco à reflexão através daqueles que, de alguma forma, têm demonstrado sensibilidade à voz do Espírito Santo sem fazer coro com os modismos que superabundam nas fileiras do cristianismo moderno.

Foi dentro desta perspectiva que, em 2007, convidamos Wolfgang Simson, da Alemanha, autor do livro “Casas que Transformam o Mundo – Igreja nos Lares”, para nos fazer uma visita. Em 2008, reunimos os preletores: Gary Fray, Gerson Lima, Harold Walker, Ismael de Oliveira, Offini Franco, Paulo Manzini e Pedro Arruda, sob o tema “A Igreja do Nosso Tempo”. Agora, com Wayne Jacobsen, queremos dar um passo a mais visando a aprofundar e obter mais luz nesta caminhada.

Algumas inquietações, que a leitura do livro “Por que você não quer mais ir à igreja?” oportunamente trouxeram, começam a se transformar em perguntas ansiosas que, esperamos, contribuam com o alargamento de nossa visão nos dias da conferência. Junte às que se seguem a sua pergunta e venha escutar juntamente conosco.

- É possível abraçar a vida em Cristo por muitas outras formas de relacionamento além das que a tradicional vida eclesiástica costuma proporcionar?

- É preciso pertencer a uma instituição determinada para fazer parte da Igreja?

- A Igreja é um lugar aonde se vai ou um modo de viver na relação com Jesus e com os que O seguem?

- A Igreja tem mais a ver com algo que somos ou com um lugar qualquer a que comparecemos?

- Do que mais precisam as pessoas que estão aprendendo a conhecer melhor o Deus vivo: de reuniões regulares ou de ligações reais e significativas com pessoas que compartilham a mesma crença?

- Precisamos de instituições cristãs com as quais estabeleçamos um estreito compromisso a fim de sermos protegidos de erros e heresias?

- Reuniões nas casas são a solução?

- O que é mais importante: onde ou como as pessoas se reúnem ou se elas se concentram ou não em Jesus e se de fato ajudam-se umas às outras para se tornarem como Ele?

- Onde temos mais despendido nossas energias: adaptando nosso comportamento àquilo que a instituição a que estamos vinculados necessita ou ajudando as pessoas a se transformarem?

- E nossas crianças? Elas não precisam de atividades na igreja?

- A que se deve o desencanto de muitos com a religião: à perda da paixão por Jesus e por Seu povo ou à incapacidade de suas igrejas de lhes satisfazerem a fome de relacionamento?

- Depois de experimentarmos a comunhão viva entre fiéis fervorosos, é possível ainda nos conformarmos com menos?

Aguardamos você lá!

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