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Depoimentos

"Olhando para ontem com os olhos de hoje, esta Conferência foi uma insistência de Deus para que Simeão (Offini Franco, pr. Ulysses, pr. Ismael, pr. Wilson Regis, entre outros e representando a muitos desses espalhados pelo mundo) e o bebezinho recém-nascido (a igreja orgânica que tanto esperamos, a igreja finalmente devolvida ao Espírito Santo) se encontrassem: "Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos..." (Atos 2.29-30). A Conferência foi maravilhosa em tudo, mas os momentos finais me saltaram aos olhos: foi uma transferência de bastão. O seu Franco aguardava o avivamento, queria ver milagres, ser arrebatado - tudo isso traduz o desejo dele de ver uma igreja vibrante, funcionando, testemunhando Jesus na face da terra. Acredito que Deus lhe permitiu tocar no bebê em formação, que ali foi apresentado ao Senhor. Se estivermos corretos nesse discernimento, Jesus vai crescer nos próximos anos e teremos debaixo do sol o que muitas gerações ansiosamente aguardaram: a manifestação dos filhos de Deus, a multiforme sabedoria de Deus conhecida (cf Ef 3.10).

Quanto ao sr. Franco, creio que ele sempre foi uma espécie de cabana, de abrigo, refúgio para a igreja de Deus na face da terra. Ele foi o Salmo 91 na prática. Porque habitava no esconderijo do Altíssimo e descansava à sombra do Onipotente, pôde ser um refúgio de Deus para um projeto em formação que começou há mais de 30 anos. Naquela época, ele ficou ao sol para que outros se beneficiassem da sombra. Ele ousou "esconder" os jovens que se aproximavam, enviados por Deus, da estrutura, do cristianismo organizado. Poderia tê-los entregue à denominação (muitos sempre se sentiram mais seguros fazendo isso), mas não o fez. Pagou o preço por ter ouvido a Deus. Sua vida foi profundamente profética. Glórias a Deus por isso! Por isso andava profetizando nos últimos dias sobre a leitura do Salmo 91. Creio que essa foi a última mensagem que Deus o encarregou de transmitir-nos. Precisamos proteger a igreja em formação, alimentá-la, cuidar dela, encorpá-la, trabalhar por ela, oferecer-lhe refúgio, levá-la ao Egito (como José fez com o menino Jesus), se esse for o caso.

No domingo pela manhã, eu estava com ele no quarto, enquanto ele tomava um remédio. Ele me disse que não tinha dormido bem a noite anterior e que ficara a conversar com Deus. Pensava na iminência da perseguição contra os cristãos e disse-me, com o carinho que lhe era peculiar, que se ofereceu a Deus para morrer em meu lugar caso algum obstáculo me impedisse de cumprir o chamado de Deus para minha vida. Ao final do encontro, na despedida, depois de me abraçar afetuosamente, reiterou estas palavras: "aquilo que lhe disse sobre morrer no seu lugar, eu o farei com muito prazer...". Foram suas últimas palavras. Lembrei as de Jesus: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos".

Que essa semente vire árvore frondosa no nosso meio!!!

Ainda sobre a Conferência: precisamos ouvir mais o Gary Fray. O que ele tem a dizer e a compartilhar é revolucionário. Sua mensagem e experiência podem dinamitar o cristianismo comportado e casado com o mundo que ainda insistimos em seguir. Precisamos nos ligar a eles, aprender com eles. Penso que o nosso 2009 precisa ser virado no avesso."

Maurício Bronzatto - Moji-Mirim/SP


"Acredito que a conferência vai ajudar muito no discernimento da nossa caminhada a partir de 2009. Quero ressaltar a palestra do Gerson, sobre a funcionalidade do corpo, os ministérios para a edificação da Igreja. Penso que podemos exercê-los com base na simplicidade do evangelho.

Definitivamente eu creio nesta geração (nós) que passa à seguinte o PLANO DE DEUS da Igreja Gloriosa, a noiva que Jesus virá buscar... E precisamos ir ao encontro do que temos que fazer HOJE para não atrasar este PLANO.

Acredito que foi uma única palavra, dividida por partes, para uma melhor compreensão. Claro que não fomos nós, mas o Espírito Santo que fez tudo isto. A prova foi a ministração do Pr. Ismael sobre Efésios (a unidade, a fé, ou seja, as bases por onde devemos andar). Que ousadia, hein?! Depois de tudo pronto, mudar tudo ou quase tudo...

Eu vejo a conferência como uma ação profética em nosso meio. Em alguns momentos, eu sentia a palavra profética pairando naquele ambiente... Vamos ser um "Principio Ativo" desta palavra profética que recebemos sobre a igreja.

Eu vi o Sr. Franco lá, o Pr. Ismael, o Pr. Ulisses etc. como aqueles que autenticariam o novo momento, ou seja, os anciãos que dão base e sustentação para andarmos na nova jornada, afinal são homens que aprenderam ouvir a Deus. Os “Simeões”. Os “Moisés”, que avistaram a terra para Josué.

Sobre o Sr. Franco: lá no encontro, ele falou comigo sobre meu ministério, me chamou de profeta, batendo em meu peito. Foi muito especial dormir no mesmo quarto que ele. Na noite de sexta para sábado, eu fui dormir às 3h30 da manhã, porque fiquei com o pessoal da comunicação ajustando as coisas. No dia seguinte, o sr. Franco me disse: “Eu vi a hora que você veio dormir; era tarde, quase 4 horas”. Que pai maravilhoso nós tínhamos: até com a saúde debilitada, vigiava sobre seus filhos.

Sem dúvida, a fala dele, fazendo um resumo da nossa história, foi profética, para que não nos esquecêssemos da nossa base e do preço que ele pagou para nos manter "fora" da estrutura, para o novo de Deus, que não começa agora, mas começou há mais de 30 anos com ele, Sr. Franco, protestante, e D. Elza, católica. Glória a Deus. É neste meio que temos que transitar.

A sensação que eu tive foi que a conferência terminou no velório, com a morte do Sr. Franco. Vendo tantos irmãos que estão e estiveram conosco, os que acabamos de conhecer, como o Pr. Wilson, que chegou lá cedo, os irmãos Walkers, enfim, que Homem, que Pai Deus deu a nós, a ponto de reunir tantos filhos, e debaixo dele todas as diferenças se acabarem. Pode ser que alguns irmãos até discordassem uns dos outros, mas em torno do nome do Sr. Franco todos se uniam e não havia discórdia. Que lição de Unidade/Paternidade.

Vamos sentir muita saudade dele, mas como disse o Valdeir Jacob, em seu e-mail, que o Senhor nos dê da unção que estava sobre ele, para que possamos continuar esta obra."

Carlos Augusto - Jandira/SP


"O processo de desconstrução é um processo similar ao Kaisem (palavra de origem japonesa que significa um tipo de “estilo de vida”), que é gradual e contínuo.

Deus já vem trabalhando isto em nós há algum tempo. Eu me lembro da ministração do Maurício sobre a retirada dos andaimes. Pois é, eu sinto que estamos dentro desse processo.

As palavras ministradas confirmaram o nosso caminhar. A ministração do Paulo Manzini sobre o princípio ativo foi tremenda, principalmente quando ele destaca que é na família que se encontra o maior princípio ativo contra todos os pecados. O pastor Ismael nem se fala, que vigor, que alegria em servir ao Senhor, quantas expectativas naquele coração!

A palavra do Pedro sobre o que acontecerá à próxima geração se a geração atual não manifestar Cristo nos deixa um alerta: eles perderão a referência.

Para concluir, o Sr. Franco autenticou tudo, manifestando e testemunhando sobre a fidelidade de Deus em separar para Ele um povo diferente. Sua última fala representou para mim o seguinte recado: “MANTENHAM FIRMES A VOSSA FÉ EM CRISTO JESUS. VALE A PENA ANDAR NELE E ESPERAR NELE. ELE É A FONTE DE ESPERANÇA PARA AQUELES QUE NELE CRÊEM”.

Em tempo: o pastor Ismael falou também sobre o confessar pecados uns aos outros e que ele mesmo está procurando algumas pessoas com quem possa abrir o coração. Isso nos parece familiar, não? Precisamos tomar a iniciativa sobre este assunto. Sinto que Deus tem algo grande a fazer a partir dessa atitude."

Ailton Jacob - Sorocaba/SP


"A Conferência foi um renovo para minha vida. Ainda estou digerindo cada palestra, cada comentário, cada gesto.

A minha expectativa nem era tão grande, mas o Senhor, como poderoso Deus de novidades, me surpreendeu sobremaneira. Fiquei envergonhada! Continuo clamando a Deus para que me ajude a viver as verdadeiras mudanças necessárias.

Sobre o sr. Franco: muitas atitudes de suas atitudes eram realmente de despedida, ainda que ele não soubesse (do que tenho minhas dúvidas). Quando ele comentou sobre a história do Grupo, meu coração ficou apertado, pois a maioria que ali estava já conhecia o que estava dizendo. Senti que ele estava dando um recado sobre aquilo de que não devemos NUNCA esquecer! Em dois momentos, ele me abraçou e perguntou se eu sabia o quanto me amava e o quanto era grato por tudo que tinha lhe feito (como se eu realmente tivesse feito algo por ele). Na despedida, ele insistiu: “nunca esqueça do grande amor que tenho pela sua vida”.

Impossível não ver os sinais de Deus em cada fato. Teria muito mais a dizer, mas no momento está difícil! Que Deus nos ajude a sermos fiéis aos seus propósitos, os quais nosso pai Franco tanto conhecia e vivia."

Ivonete C. Pegnolazzo - Americana/SP


"Cheguei em Brasília são (renovado) e salvo (restaurado). Antes de mais nada, preciso registrar que a Neide quis muito estar conosco neste encontro, entretanto não foi possível devido às crianças. Ela acompanhou pela internet, e eu tive até a oportunidade de dar tchauzinho discretamente, atendendo ao menos uma vez os seus muitos pedidos.

O recebimento, na manhã de segunda-feira, da notícia do falecimento do sr. Franco obviamente foi inesperado, mas nos encontrou com muita paz. A ministração “Casa, Família & Comunhão” de alguma forma me preparou para o que estava por vir. Falar pessoalmente com o sr. Franco durante os intervalos também foi reconfortante. Na verdade, assim que ele me viu, pediu para falar comigo (como fez com muitos outros, como pude perceber ao longo do encontro). Ele basicamente se referiu aos artigos que tenho escrito para o GNews. Recomendou-me continuar escrevendo, escrever mais, e sugeriu que eu, de alguma forma, pudesse inserir/conciliar em meus próximos textos os direcionamentos proféticos que Deus tem nos dado. Ou seja, contemplar nos artigos os conteúdos proféticos, as profecias específicas sobre nossa caminhada e nossas decisões (por exemplo: por que a opção de se reunir em casa, etc...). Ele me disse que seria importante começarmos um trabalho de esclarecimento para a sociedade sobre o porquê de sermos deste jeito, e não de outro. Lembrou-me de que muitos não tiveram acesso às profecias e as desconhecem.

Eu assenti e expliquei que em virtude das últimas mudanças que fiz (foram duas casas no último 1,5 ano), muitos dos meus papéis (e profecias) não estão tão organizados como eu gostaria. Prometi que iria me organizar e buscar inspiração nos artigos para caminhar nesta linha.

Tremi por dentro quando pensei: e se eu não tivesse tido tempo de conversar com o sr. Franco no sítio; se tivesse me esquecido de procurá-lo no intervalo, ou se não tivesse me disponibilizado a ir ao encontro (após as 18 horas de viagem internacional). Foi a Neide que me incentivou a ir. Valeu a pena.

Falando sobre o encontro: eu havia externado uma expectativa a um irmão recentemente: “Aqui em Brasília tenho aprendido que os grupos locais, pequenas igrejas, são um mesmo microcosmo, temos os mesmos problemas, as mesmas lutas, os mesmos personagens. Nosso inimigo se aproveita grandemente do fato de que vivemos nossos grupinhos (sejam eles pequenos, médios ou grandes) de forma separada, desconexa, separados por denominações, geografia etc. Estou muito esperançoso com o encontro no final de novembro, onde poderemos nos reunir para descobrir que as estratégicas do inimigo têm sido as mesmas, nos diferentes grupos. Quando a igreja se unir, de fato, o inimigo terá que rever suas estratégias, pois seu fim estará próximo”.

Fiquei particularmente muito contente com a presença do irmão Wilson Regis, um homem sério e comprometido com a obra de Deus e muito sábio, que tem nos visitado ao menos uma vez por bimestre em Brasília (um pequeno grupinho de apenas 10-12 pessoas confusas, a começar por mim...). Assim que o conheci, orei ao Senhor por uma oportunidade para que ele conhecesse os irmãos do ministério. Ele comentou com uma pessoa que o sr. Franco falou para ele, em uma conversa pessoal, o que ele precisava ouvir (!?). As águas dos riachos, tímidas, inseguras, errantes, estão se encontrando ao longo do ermo. Elas saíram do rio caudaloso, que estava fluindo com força e imponência, e a princípio parecia um engano, um descuido, um contra-senso. Após estes riachos terem saído do rio, lá atrás, o rio continuou recebendo mais e mais sujeira, águas estranhas, até esgoto. Quanto mais se afastavam do rio e da sua turbulência, mais foram se limpando, e a água foi ficando mais cristalina. Depois de um longo percurso, quando já não havia muito fluxo, o filete de água encontrou outro filete errante e se fortaleceram. E depois outro surgiu, vindo de outra direção, e outro, e outro. E o que era um filete de água começou a ganhar movimento novamente. Agora sinto que não haverá mais pedras ou buracos para barrá-lo ou consumi-lo. Estamos novamente em curso, todos indo ao mar. Mas acho que antes de chegarmos no mar lá na frente, encontraremos o nosso rio novamente, e cooperaremos para limpá-lo. Chegaremos todos juntos.

Meu espírito testificou com o conteúdo e os temas da conferência. Vida autêntica além das regras, simplicidade, postura e posicionamento individual, combate à crise de continuidade no corpo de Cristo, projeto consistente e legado para a próxima geração. Não tenho aspirações por grandes feitos e milagres. Se Deus mudar a mim, isto será o grande feito e o maior milagre, e será suficiente para sustentar minha fé até o fim. A igreja restaurada será formada por homens restaurados, simples assim. Nós temos procurado uma igreja restaurada para sermos restaurados, e esta fórmula não bate, esta idéia não fecha. O momento que estamos vivendo é desafiador e ao mesmo tempo crucial. Nascemos para viver isto. Oremos para que a igreja se torne o quanto antes o que ela nasceu para ser.

Aproveito ainda para registrar aqui nosso contentamento em realizar a primeira reunião virtual dos dispersos, neste último domingo. Lançamos nosso pão nas águas lá atrás e agora estamos recebendo-o de volta... "

Paulo Roberto da Silva - Brasília/DF


Quantos problemas surgiram durante o período de preparação desta conferência! Mas o nosso grandioso Deus cuidou de todas as coisas para o cumprimento do Seu propósito!!!

Como fui edificada com esses momentos!!!!! Sinto que Deus insiste conosco (especialmente comigo) para deixá-lo desconstruir muitas coisas que foram elaboradas internamente, as quais estão desgastadas e inúteis para o novo que Ele tem nestes dias. Reforçou, ainda, a questão da nossa identidade pessoal e como igreja. Assinalou a importância da vida simples, da confissão em comunhão, da igreja como um lugar de cura e restauração. Deixou muito bem pontuado e esclarecido o propósito Dele com o grupo na igreja em toda sua trajetória. Muitas coisas ainda estão sendo "digeridas".

Em relação ao sr. Franco, fiquei muito grata a Deus pela oportunidade de despedir desse amado irmão. COMO FARÁ FALTA ESSE VELHINHO! No entanto, nos alegramos pelo seu zelo pelo Senhor e o modo como cumpriu sua carreira. Agora é a nossa vez. Da sua mensagem fica-nos o chamamento para andarmos firmes na fé, independente das circunstâncias. Os dias são maus, mas teremos vitória em Jesus, como ele teve.

Maria Gomes - Londrina/PR


Glória ao Pai, glória ao Filho; ao Santo Espírito de Deus, glória. Glória na igreja. Glória no Sítio da Águia. Glória neste lugar porque o Senhor é bom. Irmãos, nós temos que agradecer a Deus. Há tempos atrás o Senhor tocou no coração de alguns irmãos, e eles construíram este sítio edênico. Alguém já disse aprazível? A gente sobe um pouquinho mais, é o Éden. É o Éden do povo de Deus. Glória ao Senhor. Wilson Regis, BH, 78 anos, há 55 sou pastor, minha esposa tem 80 anos: desaprendendo em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Desconstrução: levem essa palavra que o Ailton deu. Foi uma Palavra do Espírito de Deus. É tempo de demolir. Glória ao Senhor. Disse o Gary: “Não há pessoa sagrada”. Ninguém é sagrado. Dá para tocar tudo e acertar tudo? Coisa de Deus. Haroldo ensinou: vamos formar os grupos, vamos estudar a Bíblia, vamos pesquisar. Boa essa palavra. Com o Espírito de Deus trabalhando em nossos corações, nós vamos chegar à verdade. Este congresso é uma busca da verdade. Nós estamos buscando a verdade. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

“O mito do pastor”, este livrinho que tenho aqui... A igreja tem pastor, mas o que está por aí... Tem muita coisa errada, não é? Então este livro, se você quiser, poderá receber e ajudar os pastores. Outro dia, fulano leu e jogou no fogo. Foi um grande elogio queimar o livro. É que ele queria me queimar, na verdade, mas como a Constituição não deixa, o código brasileiro não permite, então vamos queimar o livro porque não podemos queimar o homem. O livro é distribuído gratuitamente. Eu tenho aqui uma lista com e-mail e endereço, e se algum irmão estiver interessado, ponha lá seu e-mail e endereço, e a gente poderá mandar. O livro é grátis. Um tostãozinho para as despesas de correio, estas coisas, mas o livro é grátis. E leia; depois, passe ao seu pastor e procure ajudá-lo.

Lutero fez a sua Reforma. São 400 anos. Lutero fez o que podia. Daqui há pouco vai sair outro livro: “O Fim da Era Protestante”. Glória a Deus, aleluia, nós chegamos ao fim da era protestante. Este congresso é uma prova de que chegamos ao fim da era protestante. Se Lutero estivesse aqui, ia todo mundo pra fogueira. Nós não íamos pô-lo na fogueira. Mas Lutero já morreu. Glória a Deus, aleluia. Já foi sepultado. Glória a Deus, aleluia. Agora é tempo do Sítio das Águias. A Reforma, vá lá, do Sítio da Águia.

Uma palavra final: levem o CD e ouçam isso outra vez. E em nome de Jesus, vamos procurar acertar as coisas. Foi um tempo bom, e eu saí edificado. Conheci muita gente e eu não posso deixar de dar este destaque: Pastor Ismael. Como ele me fez bem! Porque a gente que prega assim há 55 anos, fica um pouco sozinho. Às vezes eu começo a pregar numa igreja e me mandam parar. Pode até começar, mas não pode prosseguir, porque a gente diz algumas coisas assim. Mas quando eu vejo um homem de Deus como o Ismael, fazendo e dando o seu testemunho, como isso conforta, como isso acrescenta, como isso abençoa. Não pode ser assim uma vez por ano, não é? Uma vez por mês? Quem sabe. Há muita gente boa por aí. Vamos chamá-los e ensiná-los.

Wilson Regis - Belo Horizonte/MG


"O que eu quero deixar aqui, na verdade, é só algo que eu vou levar. Eu vim para escutar. Algumas coisas sempre estamos escutando, mas sempre vão nos impactando. Uma coisa que ficou bem viva no meu coração é sobre essa nova geração, o passar pra nova geração. Eu sempre fui muito resistente a isso, ao jovem, porque jovem é muito afoito. E na verdade, lá no RJ, eu tenho dois jovens que são os que mais se sobressaem. E eu tenho deixado um pouco mais os jovens [dado mais liberdade] até porque não tem como segurar, se não os caras passam em cima de você. E é Deus que faz. Eu acho que hoje a gente resiste muito a isso. O que Deus falou comigo muito claro foi sobre isto: deixar com que os jovens continuem. E alguém falou aqui: com responsabilidade, com treinamento. Eu acho que nós não podemos largar os jovens, pois eles vão se perder, e eu tenho visto muito uma soberba espiritual, e isso é muito ruim, mas nós temos que deixar os jovens e passar esse legado pra eles.

A outra coisa foi quando o Pedro Arruda falou do nosso entendimento. De repente não é perder o entendimento, mas as coisas virem no Espírito. Falar em línguas e daqui a pouco você está meio aéreo. Eu acho que isso é muito importante. Nós precisamos entrar nisso aí. Eu acho que isso é uma porta para a espiritualidade. Lá a gente tem uma igreja com nome, estatuto, CNPJ, eu sou pastor, presidente, tudo isso que você pensar. Eu tenho até carteirinha, se você quer saber, a COMERJ. Depois eu mostro pra vocês. É um negócio muito legal [rsrsrs]. Há um ano atrás, nós tínhamos muita gente, aí foi murchando e hoje nós temos um grupo assim bem coeso e nós temos vivido tempos de alegria. A alegria voltou. Uma vez uma senhora entrou lá e disse: “Cadê a alegria desse lugar?” Acabou. Tinha uma alegria e a alegria está voltando. E isso a gente sabe que é o Senhor.

Eu costumo dizer assim pra quem achasse que há um ano atrás eu estava perdido: “Vocês acham que eu estava perdido? Vocês acham que eu não sabia para onde ir? Vocês tinham toda a razão: eu não sabia. Eu estava completamente perdido.” Não sabia o que fazer, e aí é isso que o Pedro falou hoje de manhã: é nessa hora que o Senhor pega a gente e nos leva. Essa é uma porta. Eu tenho descoberto que essa é uma porta. E o Pedro colocou nessa manhã de um jeito assim que encaixou. Se eu tivesse escutado isso... Eu escutei muita coisa, mas só isso eu já levava como uma riqueza para mim. Que você tome isso também como uma riqueza. Não é a nossa mente, não é o nosso pensamento, não é o nosso saber, não é isso. É o Senhor, através do nosso espírito, que vai fazer. Eu acho que isso vai ficar muito forte e vai ser uma grande contribuição para minha vida, e eu sei que vai passar para os outros. "

Pastor Luiz Carlos Martins - Nova Iguaçu/RJ


"Ontem de manhã alguém falou alguma coisa sobre o que Deus estava derrubando, e eu me lembrei deste texto. Na hora não deu para repartir com ele e com ninguém. Está em Jeremias 45.4-5: “Assim lhe dirás: Isto diz o Senhor: Eis que estou demolindo o que edifiquei e arrancando o que plantei, e isto em toda a terra. E procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o Senhor; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores”.

Às vezes, a gente fica preocupado para ver se salva alguma coisinha. Deus disse que só dá a nossa vida por despojo. Ele arranca até aquilo que ele plantou. O que nós vimos em todas as palestras... eu fiquei recordando tudo o que já passei também. Eu nasci num lar evangélico, meus avós já eram evangélicos, meus pais... E eu aprendi desde pequenininho tudo o que se ensina na igreja, e hoje eu fico olhando tudo o que eu passei, tudo o que eu aprendi, e esse texto acho que reflete bem aquilo que eu tenho no meu coração: Deus arrancando o que ele já plantou dentro de mim, aquilo que eu cuidei e ele me deu, mas que serviu por um tempo, agora não serve mais. Porque Ele tem coisas novas.

Eu dei um testemunho já para alguns irmãos. Eu tive uma experiência muito difícil que eu nunca tinha tido, faz dois meses e meio. No dia 13 de setembro, eu estava indo de Bauru para Pompéia, chovia muito e tinha muita água na pista. Eu não sou de correr muito; a turma brinca lá em Pompéia que a minha velocidade é sempre 20, sempre 30. Eu estava devagar, não percebi, havia muita água, e o carro aquaplanou, bateu no guard-rail, que era de concreto naquela região. Logo depois da cidade de Vera Cruz, há uma baixada muito grande, e o carro voou para o acostamento e capotou. Eu e a minha esposa, quando acordamos, estávamos os dois pendurados de ponta-cabeça, eu tentando soltar o cinto de segurança, mas ele não estava embaixo, estava em cima, porque eu estava de ponta-cabeça. E eu me lembrei de uma cena que a gente quase sempre vê na tevê: aqueles frangos pendurados assim. Nós estávamos ouvindo um CD de melodias e parou tudo, aquele silêncio, o carro morreu, mas o CD continuou tocando. Eu disse: “Será que já estamos chegando no céu? E é assim que a gente chega, dependurado?” [rsrsrs].

É gozado agora, mas na hora foi um sofrimento, um susto tremendo. Mas o importante foi o que aconteceu depois. Veio o resgate, nos levou para o hospital e ficamos eu e a minha esposa, um ao lado do outro no corredor. Estava superlotado o hospital de Marília, e eu e ela, ao lado um do outro, conversando quando dava tempo. Então eu falei para ela assim: “Nós precisamos ver o que Deus está falando, qual o resultado disso”. E a primeira coisa que me veio: os que foram ensinados por mim. Nesses dias falou-se bastante da minha primeira esposa, a Doraci, dos ensinos sobre casais. Não vão ficar assustados nem bravos comigo, mas eu tinha acabado de discutir com minha esposa na estrada. Sabem essas bobagenzinhas: os dois dirigem, então um quer ir assim, o outro, de outro jeito. Sabe como é, casal novo, 40, 50 anos de carteira, até esqueceu como é o começo [rsrsrs].

E a gente tinha discutido na estrada. Eu falei para ela: a primeira coisa que a gente tem que aprender é parar de discutir por causa de minúcias, pelas pequenas coisas. Na morte da Doraci, eu também tinha chegado a essa conclusão de que por muitas coisinhas pequenininhas nós tínhamos brigado e discutido e não tinha resultado em nada. E o que nós começamos a aprender com esse acidente – e ontem e hoje eu vi isso muito espelhado aqui – foi: a nossa vida é muito curta, é muito pequena, e Deus tem muita coisa pra fazer. Então vamos dar tempo pra Deus fazer.

A conclusão a que nós estávamos chegando de tudo é que é o noivo que vai preparar a igreja, a noiva. Não somos nós, a noiva, que vamos nos autopreparar, mas Deus vai nos preparar, e nós temos que deixar essas coisas pequenas de lado e focar aquilo que é o alvo de Deus. E se Deus começar a arrancar alguma coisa na sua vida, não fica bravo com ele, nem discuta. Deixa ele arrancar tudo o que ele quiser, mesmo o que ele plantou. Foi uma bênção para você até hoje, mas se ele está tirando, ele tem um motivo, uma razão. E ele vai ser glorificado em tudo o que acontecer."

Pastor Ulysses Menzen Bueno - Pompéia/SP


"Das ministrações que a gente ouviu, o que mais chamou minha atenção foi a questão de você exteriorizar aquilo que está dentro de você. Deixar as máscaras caírem de fato. E buscar, encontrar um amigo, como eles colocaram. Não apenas um; no mínimo umas duas pessoas. Pra que você possa ser transparente. Porque, na verdade, nossa grande dificuldade hoje enquanto igreja é isso. Foi falado bastante sobre comunhão, sobre unidade, mas nós temos bastante dificuldade em viver [a comunhão] porque nós estamos cheios de máscaras. Em cada lugar a gente vive de uma maneira, de uma forma. A gente não consegue se expor, colocar para fora os nossos pecados, as nossas dificuldades, as nossas limitações. Então a gente precisa encontrar pessoas que realmente nos dêem esse apoio para que a gente possa crescer espiritualmente e alcançar o propósito de Deus.

A minha primeira idéia é procurar essas pessoas. Orar e buscar em Deus pessoas que possam realmente nos escutar. É difícil encontrar alguém que vá te olhar como uma pessoa natural, que falha, que peca, que tem suas limitações. Num primeiro momento, é procurar essas pessoas. É praticar, encontrar onde estão nossos amigos."

Cátia Marquezine Lopes - Carapicuíba/SP

"Se eu fosse falar o que tem me tocado... Tudo tem me tocado. Cada vez que eu ouço um servo de Deus falar, há algo importante que entra no meu coração. Todas as palavras estão me tocando e me trazendo uma responsabilidade de ser a igreja que Cristo quer que eu seja. Então eu saio daqui do encontro com uma responsabilidade muito maior do que aquela que eu estava sentindo de transmitir a imagem de Cristo. Estou achando maravilhoso o encontro.

Eu acho que, de prático, devemos levar o desejo de Deus para a nossa vida para começarmos a transmitir a imagem de Cristo na escola, em casa, no trabalho. Ser aquilo que Deus quer que eu seja, a imagem dele. Pedir sabedoria para o Espírito Santo para o meu dia-a-dia."

Maria Eide Bueno de Oliveira - São José dos Campos/SP


"Tudo que eu estou ouvindo é algo novo. Eu sinto que de tudo o que a gente, entre aspas, já aprendeu ou construiu, Deus quer nos ensinar ainda algo novo. Isto é um prova exata de que nós ainda não aprendemos o novo de Deus. Uma das mensagens que mais me tocaram foi aquela em que o Gary disse que nós somos tudo, menos aquilo que nós verdadeiramente somos.

O que a gente pode levar de prático é assumir essa realidade da nossa verdadeira identidade. Entender que independentemente daquilo que eu sou, Deus quer tratar comigo. Basta eu aceitar de fato o que eu sou. A uva é para produzir vinho, e o vinho só é produzido quando a uva é esmagada. Se nós não formos esmagados, provavelmente Deus não vai dar este novo, que é este vinho para nossas vidas. Eu saio daqui convicto de que Deus continua nos dando uma chance muito grande. E, sinceramente, eu quero deixar Deus mudar minha vida, porque todas as tentativas que eu tive foram frustradas, e hoje vi a comprovação exata de que não vale a pena eu tentar, é para Deus fazer."

José Anízio Alves - Janaúba/ MG


"O encontro está sendo maravilhoso. Eu tinha um pouco dessa expectativa. O que está mais mexendo comigo, o que está mais impressionante é a confirmação do mover de Deus. Pessoas de origens tão diferentes, de histórias tão diferentes dentro do mesmo mover, dentro dessa mesma expectativa de que a igreja funcione como família e a família como igreja.

De prático: ter mais interação no dia-a-dia. Se envolver mais na vida do outro. Está muito claro isso. Igreja não é encontrar uma vez por semana. Encontrar uma vez por semana, ainda que seja dentro da casa, não é igreja. Igreja é relacionamento diário. Então, o que a gente pode fazer de imediato é sair do nosso mundinho, começar a abrir mão dos compromissos particulares e começar a envolver as pessoas do grupo no nosso dia-a-dia. Estar mais na casa um do outro, chamar mais as pessoas para ir à nossa casa. Fazer uma agenda de igreja."

Juarez Gomes - Londrina/PR


"Deus está mostrando uma igreja do futuro. E está despertando em nossos corações uma grande paixão por essa igreja, pelo Senhor. Eu acredito que vai ser isso que vai nos levar a viver uma transformação e viver a realidade da igreja que Jesus espera. Algo que marcou a minha vida foi o testemunho do irmão Ismael. 75 anos, e a gente vê um homem apaixonado pela igreja, um homem apaixonado pelo Senhor. Isso marca as nossas vidas, a nossa experiência com Deus, para que nós possamos seguir este sentimento. E não vivermos uma igreja morna, uma igreja fria, uma igreja sem paixão, sem sentimento forte pelo Senhor, por aquilo que está no coração de Deus. Então nós devemos desejar isso sim. Acredito que o Senhor tem nos despertado para uma vida de santidade maior. Como o Harold falou, nós precisamos e podemos viver sem pecar. E tudo isso vai da revelação que nós temos, o que significa o Senhor para nossas vidas. Para que não vivamos uma igreja apenas institucional. Como o Pedro colocou, viver a igreja institucional é tê-la dentro de nós; simplesmente cumprimos rituais. Mas nós podemos estar dentro da instituição e termos verdadeiramente a paixão pelo Senhor. Desejar aquilo que o Senhor também deseja para a nossa geração, aquilo que o Senhor projetou como igreja. É isso que nós temos que esperar e é isso que o Senhor tem esperado como igreja.

Questão prática: onde estiverem dois ou mais reunidos, ali eu estarei. Então essa é a prática. A gente tem essa comunhão em Campo Limpo com alguns irmãos que entenderam muito bem tudo isso, mesmo vivendo fortemente dentro de uma instituição. Nós devemos mesmo viver essa comunhão. Esse é o sentido prático daquilo que o Senhor quer fazer. Vivermos essa comunhão de corpo de Cristo, dividirmos o que o Senhor tem falado conosco através da Palavra, de orarmos juntos, de mantermos essa comunhão no sentido prático da igreja. "

Levino Neto - Campo Limpo Paulista/ SP


"O que mais marcou para mim foi a questão de viver o evangelho na rotina natural do dia-a-dia. E principalmente a questão de que nós não temos um lugar santo, um momento santo, pessoas santas. Mas que todos os dias, em todos os lugares a gente deveria viver a vida com Cristo. Isso é o que ficou mais marcado para mim. A questão é como que a gente vai fazer isso na prática, isso eu sinto muito dentro de mim. Já conversei algumas vezes, com algumas pessoas a respeito disso, mas eu sempre tenho aquela questão: como viver isso na prática? Hoje a gente faz reuniões aos domingos. Como eu vou chegar pras pessoas e falar: nós não vamos mais fazer reuniões, vamos ter uma vida normal? Acho que esse é um processo que Deus tem que tratar muito ainda na vida de cada um. Acho que a gente tem que buscar muito a Deus para ter essa revelação de verdade. "

Márcio Ajudarte - Moji-mirim/SP

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