O curso Reevangelizando tem o objetivo de atualizar nossa visão de evangelização, segundo o que a Bíblia ensina sobre o assunto. Quem, o que e como evangelizar.
O curso começou no dia 22 de Março (Segunda-feira), e acontecerá semanalmente às segundas. O horário é das 20h às 22h.
As inscrições são necessárias apenas para aqueles que desejarem fazer o curso com participação presencial no Espaço GrupoNews (Clique aqui para ver o endereço), o limite é de 30 (trinta) vagas.
O curso será transmitido ao vivo, diretamente do Espaço GrupoNews pela Webtv e Rádio GrupoNews. Clique aqui para acompanhar a transmissão.
Obs. O conteúdo aqui apresentado pode ser ministrado sem seguir essa ordem.
Reevangelização de Ovelhas
Jesus nos envia a fazer o que ele fazia: Pedir ao Pai para enviar obreiros à sua seara, ou seja, anunciar o reino de Deus as ovelhas perdidas da casa de Israel que compunham uma multidão que freqüentava as sinagogas onde aprendiam orar, ler a bíblia, dizimar, ofertar, mas que não sabiam sobre o reino de Deus – a Vontade de Deus
Salvo & Perdido
Se perdido é aquele que não sabe aonde quer ir, ou se sabe isso, desconhece o caminho. Em contraposição, o salvo é aquele que sabe a que veio a esta vida e para onde vai, atendendo o objetivo e cumprindo a missão dada por quem o enviou.
Salvação: resultado de relacionamento e não uma questão jurídica
“Nem todo o que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai”… “Apartai-vos de mim, pois não vos conheço” Fazer a vontade do Pai, implica em conhecê-la e para isso é preciso conhecer o Pai. Quando nos propomos a conhecer o Pai, também nos tornamos conhecidos dele. Não se trata de fazer ou deixar de fazer – cumprir regras para ser salvo, mas de ter prazer em Deus.
O Reino, O Rei e o Reinado – Somente reinamos quando o Rei reina em nós
O reino é a jurisdição, o território, local onde está estabelecido. O Rei é quem governo e seu governo é chamado de reinado. Na linguagem bíblica, o rei não divide seu poder com ninguém e governa de maneira absoluta de maneira que seu governo é a tradução de sua vontade. Fomos criados para reinar com Cristo, mas para que isso se efetive é necessário que ele reine primeiramente em meu nosso coração. Só um coração governado por Deus tem legitimidade para governar.
Conhecer-se em Deus
Somos exortados pela filosofia existencialista a conhecermos s nós mesmos. Mas a única fonte legítima e verdadeira de todo o conhecimento está em Deus que, como autor da vida, nos criou com determinado objetivo. Portanto, preciso saber dele quem eu sou e para que estou nesta vida. (conf. Sl. 139). Qualquer outra fonte é ilegítima e incompetente para responder estas perguntas, inclusive o autoconhecimento. Como ser histórico e com senso de pertencimento, preciso saber os caminhos por onde devo andar, os quais me foram previamente preparados.
A Vontade de Deus na perspectiva do tempo: Passado, Presente e Futuro
Quando nos referimos à vontade de Deus, temos a tendência de voltar nossos olhos para o futuro, para saber nosso destino (e dos outros!). Muitas vezes também nos desesperamos por querer saber qual decisão tomar no presente para se obter as melhores conseqüências. Mas há uma maneira mais coerente de conhecermos a vontade de Deus se partimos do passado de nossa existência quando nossas decisões não influenciaram, em absoluto, as ocorrências, principalmente o que diz respeito ao nosso nascimento. Entender e aceitar que Deus fez as melhores escolhas por nós, nos colocará na paz e confiança necessárias para prosseguir de maneira adequada à vontade dele.
Os encontros de Jesus
Os evangelhos relatam vários encontros de Jesus com diversas pessoas. Em nenhuma ocasião ele utilizou-se de uma abordagem padrão. Coerente com diversidade de que Deus cria cada um de maneira particular e diferente, assim Jesus cada uma como se fosse única. Para cada uma delas teve um assunto. Embora tenhamos massificado a pregação e o evangelismo, não temos notícias que Jesus tenha proposta qualquer alteração neste assunto, pois ele continua sendo hoje, o mesmo de ontem, e continuará para sempre. Assim é legítimo que saibamos qual o assunto pessoal que Deus tem conosco. O que há em nós que o incomoda como o coração rico daquele jovem, a defraudação de Zaqueu, o conhecimento intelectual de Nicodemos…?
Oração: um diálogo iniciado por Deus
Aprendemos que orar é falar com Deus. Contudo, essa definição é incompleta, pois sugere um monólogo, como discurso com o objetivo de convencer Deus a agir em meu favor. As religiões consideram encontrar os meios pelos quais o homem vai até Deus, enquanto que o cristianismo considera que é Deus quem vem ao encontro do homem. Não poderia ser diferente quanto à oração. É Deus que toma a iniciativa de nos chamar a ela, logo a pauta desse encontro também é dele. Devemos então nos interagir com ele a partir dos assuntos que ele nos apresenta e não de nossos interesses.
Espiritualidade 171
SMJ, no artigo 171 do Código Penal, se enquadram os estelionatários. (me corrijam os advogados). Estes se caracterizam por possuírem uma conversa habilidosa para aplicar golpes nos desavisados. Talvez eles tenham em Adão uma boa referência (a mulher que tu me destes…) que tentava convencer Deus, ou desviar o assunto. Assim também somos nós quando, à semelhança do jovem rico, nos baseamos em fazer muitas coisas boas e necessárias segundo nosso ponto de vista – resultado do fruto do conhecimento do bem – como orar falando com Deus, ler a bíblia sistematicamente, dizimar, freqüentar reunião e usar disso tudo para justificar ou fazer de conta de que não estamos ouvindo – entendo – a voz de Deus nos dizendo o que está incomodando no relacionamento com ele, achando que isso é apenas um detalhe.
O Paraíso e suas três manifestações na Terra: Éden, Jesus e a Igreja
Embora a cultura religiosa e popular tenha vários conceitos do seja o Paraíso, de maneira geral se tem a expectativa que lá poderemos fazer livremente a nossa vontade. Em contrapartida se imagina o Inferno como o reino de Satanás, daí a razão de muito terem medo de ofendê-lo e sofrerem conseqüência pior em caso de condenação. Contudo, a Bíblia nos mostra o paraíso como o lugar bom agradável e perfeito e para isso é imprescindível que seu governo esteja exclusivamente sob a vontade de Deus. Foi assim no Éden antes do pecado; que Jesus viveu entre os homens e que deve também ser a igreja como corpo de Cristo. Isto fará com que as pessoas abandonem tudo o que este mundo insinua de melhor para participar deste paraíso desde já. Por outro lado um lugar onde todos deveriam fazer a sua própria vontade é um caos que se assemelha ao inferno e não ao paraíso, no entanto o inferno é o lugar latente das vontades pessoais, mas frustradas, no qual Satanás não reina, mas sofre-o.
A Pedagogia do Coração
É preciso aprender a aprender para poder ensinar. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vosso entendimento para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para vós” (Rm. 12:2) “não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração… Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. (Ef.4:17-24) – Mt. 11:29; Mt. 13:19; Mc. 6:52; Lc. 24:32; Lc.12:40; Hb.11:3; Hb.3:10-11.
A pedagogia divina envolve ingredientes diferentes daquela dos homens. Enquanto que para estes a mente é primordial seguida da habilidade prática, para Deus a revelação precede o raciocínio, o habitat do conhecimento não é a mente, mas o coração de Deus e a fé é o canal condutor. Se não mudarmos nossa sintonia que está dirigida para este mundo em direção à vontade de Deus, não podemos experimentá-la.
Pré-juízos e Verdades Bíblicas
Nem toda a prática cristã tem como fonte a verdade bíblica, mas muitas delas provêem da cultura cristianizada. É o que ocorre com a oração como vimos, em decorrência da catequese. Vamos tomar como exemplo a pregação. Se eu conheço uma pessoa muito importante e especial é natural que conte a todos do meu encontro com ela, e o faça com muito entusiasmo contagiante. Isso são testemunho e pregação original e tem características muito mais de diálogo do que de monólogo. Também falamos em pregador ungido, quando na verdade seria mais correto, biblicamente, dizer ouvinte ungido, pois a unção que está em nós é nos ensina todas as coisas. Também se usa ungir com óleo os designados a fazerem parte do clero, mas sequer o clero é bíblico e muito menos o ato derramar óleo sobre uma pessoa para “clericá-la”.
Precisamos nos colocar como ovelhas sem pastor para ouvirmos as boas notícias do reino através do Pastor!
Paulo - 1/04/2010 ás 15:07
Sou estudante de Direito, o artigo 171 citado é do Código PENAL, rs
victorglad - 3/04/2010 ás 23:48
Muito obrigado Paulo. Texto corrigido.