A Igreja Doméstica

Por: Pedro Arruda Data: 1/12/2009
A Igreja Doméstica

A intenção desta pesquisa é a busca da igreja que está no coração de Deus. Não se trata apenas de uma pesquisa acadêmica, mas também do desejo forte de viver esta proposta e encorajar outros a estarem no mesmo caminho. Aquele trilhado pelos primeiros cristãos. Essa igreja é a única viável nestes dias. Ela não pode buscar a diferença com o mundo apenas nos usos e costumes, antes de tudo, precisa pensar e ver diferente do mundo. Uma igreja não conformada com este mundo, mas com entendimento renovado para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Os últimos versículos do Velho Testamento falam sobre a vinda de Elias para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. A vinda de Elias é precedente a de Jesus. Quando Jesus é indagado da necessidade de Elias vir antes, ele explica que Elias já tinha vindo e que não tinha sido reconhecido. Nisto souberam que falava de João Batista. Assim vemos que o que de fato deve preceder Jesus é um ministério profético. Ambos, Elias e João Batista possuíam um ministério profético semelhante. Entre essas semelhanças está o fato de ambos os profetas não terem escrito nada, mas tinham o anúncio da palavra de Deus. Este ministério profético foi precursor da vinda de Jesus. Assim também será quando da volta de Jesus, pois haverá um ministério profético atuando sobre a terra, preparando a sua chegada.

Este ministério profético, de acordo com Malaquias (Ml.4:5-6), irá proporcionar a conversão dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. O cumprimento desta profecia poderá se dar em três níveis:

a) No ambiente doméstico, através da reconciliação de pais e filhos naturais. Será uma vitória sobre o proclamado “conflito de gerações”

b) No segundo aspecto esta profecia aplica-se à igreja. Todas as denominações, quase sem exceção, nasceram de uma discórdia. Assim, uma denominação é filha de outra, cujo rompimento não estava nos planos de Deus. Cada vez que houve uma divisão, essa caracterizou uma oposição à oração de Jesus de João 17 “Para que todos sejam um, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste…”. Assim, é necessária uma reconciliação entre as denominações filiais para serem dados passos na direção da unidade da Igreja. A falta de unidade e as conseqüentes divisões têm estado presente cada vez mais fortemente na Igreja. O primeiro cisma demorou cerca de 200 anos para ser concluído e só ocorreu após o primeiro milênio da Igreja, quando esta se dividiu, por motivos políticos, à semelhança da divisão do império romano entre Ocidente – Roma e o Oriente – Constantinopla. Quinhentos anos depois várias divisões se sucederam com a chegada da Reforma. Nesta etapa não surgiu apenas uma Igreja, mas várias delas, todas, porém com apoio político dos impérios existentes e interessados em se libertar do jugo romano.

Posteriormente, as divisões continuaram a se suceder por outras razões, especialmente, por questões sociais. Exemplo disto é a conquista dos EUA, cuja igreja da fronteira em expansão era mais fervorosa do que as Igrejas ricas dos centros já conquistados. Importante notar também a divisão racial da Igreja, nos EUA, motivada pela escravidão. Depois de concluírem que os negros também tinham alma, os brancos decidiram pregar-lhes o evangelho, porém de maneira segregada, pois não se lhes anunciava toda a verdade, apenas o básico para a salvação da alma. Os brancos temiam as conseqüências dos escravos conhecerem toda a verdade do evangelho e se rebelarem contra a escravatura.

Motivos não faltam para que haja uma reconciliação eclesiástica entre os pais e filhos espirituais.

c) No terceiro aspecto situa-se a conversão de Israel ao Messias verdadeiro que é adorado pela Igreja. Para que isso aconteça é necessário primeiro que a Igreja seja uma e mostre um único Messias para os judeus. Quando faltar o apoio dos homens a Israel, este reconhecerá que há outro povo sofrendo, também, perseguições por causa do verdadeiro Deus. Então, poderão clamar ao Deus dos cristãos e serem prontamente atendidos por Ele. Se a salvação vem dos Judeus, logo eles são os pais da Igreja. Se o verdadeiro Messias está na Igreja, que é o seu corpo, eles, como pais, deverão se converter ao filho. Também é verdade que o filho – Igreja igualmente deverá se converter ao pai – Israel. Logicamente que não se trata de uma conversão individual, que cabe se inserir em qualquer denominação. Esta conversão aqui referida é uma conversão nacional do povo judeu.

Para ressaltar isso sempre é importante lembrar que a Igreja não substitui Israel, nem mesmo quando se deseja uma nação convertida servindo a Deus. O Plano Nacional cabe a Israel e o Universal à Igreja. Como exemplo dessa usurpação podemos citar a colonização da África do Sul pelos europeus, que queriam construir ali terra prometida e, em nome disso escravizaram e humilharam os negros com o regime de segregação racial – apartheid. Mesmo se tratando dos EUA, sabemos que este país exportou muita coisa importante para o mundo, principalmente no que se refere ao missionarismo. Lamentável, porem, que esta mesma nação cristã também tenha oprimido outras e exportado muitas coisas negativas, como por exemplo, a pornografia. Definitivamente nenhuma nação cristã pode se arrogar ao messianismo e usurpar o lugar de Israel. De acordo com Romanos 11, Deus não mudou de propósito quanto ao seu povo. Este será salvo.

Resumindo, o arrependimento profetizado por Malaquias se dá em três níveis: O doméstico, o eclesiástico e o judaico. Deve ser nessa seqüência, pois, um fator é pré-requisito ao outro e, assim como foi o ministério de João Batista, precursor, assim também este ministério profético preparará o ambiente para a volta de Jesus. Este é o objeto de nosso estudo e permeará todo o desenvolvimento do mesmo.

Em 1932 foi descoberto o edifício da primeira igreja cristã na antiga guarnição romana de Dura Europos, atual fronteira oriental da Síria. Era basicamente uma casa particular usada como igreja, datada do século III e, portanto, bem posterior ao período neotestamentário. No período referido pelo Novo testamento não havia ainda os templos e as basílicas, que passaram a ser construídas a partir do século IV, em 314, quando surge a primeira basílica. Portanto, os escritos de Paulo tornam-se mais compreensíveis se vistos do ponto de vista da família

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Comentários

2 Comentários - Adicionar um comentário

  1. 1

    O ministério profético da reconciliação | Pão & Vinho - 20/02/2010 ás 0:16

    [...] Fonte: Grupo News. [...]

  2. 2

    francisco moreira dias/ Belo horizonte MG - 5/08/2011 ás 18:20

    mARAVILHA DE AULA MANDE MAIS ,OK

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